Mercado
As regras que valem para toda exibidora
Mídia exterior tem unidade de venda, unidade de tempo, cadeia de intermediários e normas próprias. O software que ignora qualquer uma delas obriga a exibidora a manter a planilha ao lado.
Inventário
O que se vende é a face, não o painel
O inventário tem três níveis. O local é o terreno, a parede ou a loja, e é o objeto do contrato de locação. A estrutura é o ativo instalado ali. A face é cada lado visível de uma via, e é a unidade comercial.
Um triedro é uma estrutura com três faces, uma tabuleta tem duas. Sistema que confunde os três níveis não consegue trocar a estrutura mantendo o ponto, nem vender uma face de cada vez.
Calendário
A unidade de tempo é a bi-semana
O ano comercial de mídia exterior é dividido em cerca de 26 períodos de 14 dias, numerados com números pares. A bi-semana 02 de 2026 é 02/01 a 15/01.
Preço, reserva e disponibilidade são todos expressos por bi-semana. A grade de face por bi-semana é a tela central de qualquer ERP do setor, e é onde nasce o erro mais caro do mercado, a venda dobrada.
A bi-semana não vendida não vira estoque parado: ela evapora. Por isso ociosidade, desconto de fechamento e calhau são decisões de calendário, não de armazém.
Cadeia comercial
Quatro papéis, e o dinheiro passa por todos
O modelo de dados precisa dos quatro desde o primeiro dia, mesmo que as telas de cada um venham depois.
Comissão de agência e BV não são a mesma coisa. A comissão sai do valor pago pelo cliente e remunera o planejamento. O bônus de volume sai do bolso da exibidora e é negociado sobre o acumulado do ano. Somar os dois no mesmo campo é o jeito mais rápido de errar a margem do PI.
Normas e licenciamento
A geometria do inventário é regulada
O guia de procedimentos da Central de Outdoor é autorregulação do setor, não lei, mas define o que o mercado aceita como quadro válido. A prefeitura entra por cima disso, com alvará anual por ponto.
Manter um outdoor sem autorização do proprietário do imóvel é infração do código de ética do setor, ainda que em caráter precário.
| Formatos padrão | 9 × 3 m e 6 × 3 m, de 1 a 4 pés, com versões iluminada e digital |
| Rarefação | Mínimo de 50 m entre quadros de empresas diferentes |
| Agrupamento | Máximo de 3 quadros por lote |
| Espaçamento | De 0,50 m a 5 m entre peças |
| Alvará | Anual e por ponto, com processo administrativo próprio |
| Poda | Só com autorização municipal, e vira ordem de serviço |
| Face ociosa | Recebe mensagem institucional, o calhau |
Audiência
Sem métrica não se disputa verba de agência
O guia de métricas OOH da ABA define uma cadeia de três medidas. A auditoria de mercado quer poder substituir a foto pela apuração documental.
OTS
Oportunidade de ver: quanta gente passa pelo ponto no período.
PTS
Probabilidade de ver, ajustada por tamanho, altura, inclinação, iluminação, tipo e ambiente.
GRP
Audiência bruta sobre o universo da praça, com alcance e frequência derivados.
O guia pede a entrega de GRP, alcance e frequência por face, por conjunto e por exibidora, exportáveis via API. A auditoria de inventário exige cadastro em layout padronizado, rastro contábil por ponto e ordem de serviço com despesa comprovada. Quem só tem planilha não passa nessa porta.
Vocabulário
Nove termos que aparecem em toda conversa
Um sistema que já fala essa língua
Bi-semana, face, PI, checking e calhau não são customização no UrbanView. São o modelo de dados.